Mídias sociais e a colaboração – os novos desafios para as organizações
Nos dias atuais o grande desafio das organizações é a compreensão das mídias sociais e conseqüentemente o desenvolvimento de processos de trabalho que possibilitem utilizá-las como efetivas ferramentas a serviço principalmente das suas áreas de marketing e de relações públicas. O principal obstáculo a ser vencido é a correta interpretação do fenômeno que o mundo está vivenciando que é o da emergência desse tipo de mídias que é sustentado por uma nova base comportamental de pessoas que está norteando o que estão chamando de internet 2.0.
A onda anterior da rede que foi a 1.0 teve como principais ancoras, a disponibilização e a disseminação da informação em todos os níveis, a quebra das fronteiras geográficas, a integração das organizações e das tribos e a maneira de desenvolver os negócios, onde o comércio eletrônico foi a parte mais visível dessas mudanças, esses pontos atraíram ao longo dos últimos dez anos uma multidão de adeptos nunca imagináveis transformando de fato o mundo, segundo a profecia do Mac Luhan, em uma grande aldeia global. Mas o surpreendente é que as expectativas sustentadas pelos números e fatos que estão sendo observados é que a nova internet 2.0 deverá arrebanhar um número de usuários muito maior que o conseguido pela 1.0, isso devido principalmente a sua ênfase no relacionamento das pessoas, no compartilhamento de preferências e de informações e na colaboração espontânea das pessoas no desenvolvimento coletivo de trabalhos e de desafios.
Os símbolos da primeira era da web são representados pelo e-mail, páginas estáticas, conexões lentas, pelo Yahoo, pelo E bay, pelo Amazon, etc., a 1.0 trouxe uma série de rupturas com o estabelecido e foi o grande agente de transformações que ocorreram no mundo a partir de 1995, inicio da consolidação da web no formato que ela é conhecida hoje, esse período recebeu pelos estudiosos várias denominações, mas a mais contundente foi o da “era do conhecimento”. Já os ícones da 2.0, que se tornou possível com ferramentas como Ajax e tecnologias como o flash, são o MSN, o blog, o Twitter, o Facebook, o My Space, o Orkut, o Youtube, o Flikcr, a Wikpédia, o Firefox e outros softwares de código aberto.
O grande diferencial dessa nova era é que sua força está nas pessoas não só como indivíduos, mas principalmente como coletividade, membros de grupos ou tribos, agindo como agentes de relacionamentos, como geradoras, multiplicadoras e difusoras espontâneas das informações e de fatos. Em contraponto com a 1.0 onde o usuário da rede assumia um papel predominantemente passivo, na 2.0 o usuário assume uma postura de participante ativo, interativo, gerador, colaborador, crítico e disseminador, esses novos atributos estão determinando profundas reconsiderações no modus operandis de grandes organizações, como por exemplo a IBM e a Fiat.
O grande poder das mídias sociais e do trabalho colaborativo ficou definitivamente estabelecido com a eleição de Obama para presidente dos Estados Unidos que utilizou intensivamente pela primeira vez as mídias sociais numa campanha política, e elas foram fatores decisivos na alavancagem dos votos que o elegeram, as redes sociais, o trabalho, as ações colaborativas e de difusão dos seus seguidores, estabelecem novas linguagens e expressões totalmente desassociadas das mídias tradicionais de massa como a TV e o radio.
A net outrora mais racional ganha cada vez mais contornos humanos se emociona profundamente com a morte de Michael Jackson e com a postura carinhosa de um pai que acarinha sua filha de três anos após ela ter devolvido para campo de beisebol a bola rebatida que ele conseguiu pegar. Cria ídolos e mitos como a Suzan Boyle, mas também prejudica as pessoas como ocorreu com professora do Rio Grande do Sul que foi demitida da escola que lecionava após a divulgação de um filme no Youtube onde ela aparece dançando funk de uma forma bastante erótica.
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