
Atualmente, há duas grandes tendências nos planos estratégicos da Nike. A primeira é o que os pesquisadores chamam de tecnologia sensorial, da qual o NikePlus é um exemplo preliminar. À primeira vista, o sistema não passa de um pequeno sensor que, ao ser colocado no tênis, permite a comunicação com um iPod, o tocador de música da Apple, ou com um relógio de pulso, para registrar a velocidade média e a distância percorrida pelo corredor. Até esse ponto, ele não apresenta nenhuma grande novidade em relação a produtos que já existiam. O que transformou o NikePlus em uma sensação foi a possibilidade de transferir os dados para um site, o Nike Running, que rapidamente se tornou uma enorme comunidade de corredores.
Nele, os usuários trocam mensagens, participam de competições virtuais, recebem dicas de corrida e até discutem sobre músicas para embalar os exercícios. Essa combinação atraiu até agora 2 milhões de usuários. Para a Nike, a experiência ajudou a vender produtos e também se transformou em um case exemplar do marketing que ela está buscando, já que ajuda a fidelizar clientes e divulgar a marca com custos muito baixos. Além de tudo isso, o site é um ponto de contato direto com os consumidores. “Essa é uma área em que o desenvolvimento está apenas no início”, diz o designer Jay Meschter. “Uma das grandes questões para nós é como vamos interagir com todos os computadores e games que estão por aí.”
[fonte: Por dentro do Planeta Nike, Época negócios]
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