Twitter: mais que uma ferramenta, um conceito
Feliz 2010 e que venham mais mídias sociais com tudo o que se tem direito, inclusive as previsões todas. Quanto mais, melhor para tornar este universo cada vez mais competitivo e excepcionalmente emocionante, como a da compra do Ping.fm pelo Seesmic, conforme divulgado na última segunda-feira, dia 4, pelo pessoal do mega-site-geek Mashable , para tentar concorrer mais de frente com o Tweetdeck, a queridinha dos twitteiros – eu e todas as torcidas cabíveis no Maracanã.
O ano mal começou e as listas dos melhores e piores do ano que passou já pululam no mercado. Eu, que comecei pelo blog, passei pela navegação via You Tube , baixando estudos, aulas, e, claro, pulando de site em blog, e tudo quanto era fonte para aprender, ler, discutir, pedir mais informação, entrevistar etc., diria que se o pior ficou com a tentativa do Facebook tentar transformar-se num Twitter ou chegar mais perto do Orkut com sua versão lite, não nego.
Ainda que não tenha escolhido a “minha cara preferida” para o passarinho azul que represente o melhor do Twitter – porque aquela coisa preta do Tweetdeck, cá para nós, está mais para uma gralha em cor e pio, do que no rouxinol que pia e atrai seguidores, não posso me furtar a dizer que foi mesmo paixão ou relação de dependência (já abordada no blog Mosaico Social, num post “pedido de socorro”, do qual nada me valeu.
Não só aprendi a me concentrar em manchetar, mas fui fisgada especialmente pelas opções da ferramenta à medida que novas aplicações iam sendo quase que diariamente aliadas à plataforma do pio do pássaro azul. Tendo me apaixonado pelo twittverse (o universo do twitter), foi nele que praticamente me baseei para abordar semanalmente meus podcasts na rádio Mega Brasil online – é um “vício”. Não importa a quantidade de outras tribos às quais eu viesse me enfurnar, para entender o universo semântico alardeado pelos quatro ventos, meu predileto seria o Twiter. A idéia do porquê disso?
Porque a possibilidade de troca, não somente de mensagens interessantes, mas de um conteúdo de discussões que refletem pontos de vista diversos ou muito semelhantes, vindos de pessoas das mais diferentes culturas – faixas etárias – e fusos horários, quase que instantaneamente, são de uma riqueza nunca dantes vista, imaginada ou experimentada. Ocorrida depois de uma leitura de textos os mais loucos, densos, inteligentes, malucos, vários destes resultados de experimentação empírica ou de anos de pesquisa acadêmica, esta troca não acontece em outra ferramenta em tempo real com várias personagens tão diferentes e incrivelmente ricas como com o Twitter.
Mais do que nunca, as mídias sociais vão requerer esta resposta imediata e pluralista e é esta riqueza que movimenta as gerações novas a se manterem horas a fio à frente da telinha! Talvez o e-mail esteja com os dias contados. Quanto mais imediata a informação, mais eficaz será sua resposta. Minha aposta é o Twitter – ou até em algo mais revolucionário, mas tendo-o como base – como o meio de colaboração mais eficaz entre amigos, colegas de internet e – me arvoro a advogar a favor (melhor que dizer adivinhar ou fazer projeções!) colegas de trabalho! Com as mídias sociais entrando mais e mais no ambiente corporativo, ainda chegaremos à era em que este tipo de comunicação será o que vai realmente tornar as distâncias cada vez menores e as ações empresariais mais eficazes, com resultados excepcionalmente melhores para os stakeholders.
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