Yahoo busca sinergia com redes sociais
Em 1999, a página inicial personalizada de internet “My Yahoo” ganhou um prêmio por méritos técnicos no Webby Awards, em San Francisco. Dez anos depois, no entanto, a família de sites dedicada a conteúdo de notícias, lazer, finanças e esportes encontra dificuldade para acompanhar o ritmo de rivais como Google, Facebook e Twitter.
Desde que foi trazida como executiva-chefe para revitalizar o Yahoo, Carol Bartz tornou os sites mais inclusivos, permitindo aos usuários incorporar conteúdo de fornecedores externos, e promoveu campanha publicitária de US$ 100 milhões, com slogans como “A internet está sob nova administração: a sua”. Quando perguntada se a proporção da audiência global do Yahoo, de 600 milhões, que interage com o site havia aumentado, no entanto, a resposta de Bartz é negativa. “Nem um pouco.”
Ainda assim, nos sites de redes de relacionamento social, em rápida expansão, os usuários mostram-se ávidos por desempenhar um papel mais ativo em sua experiência na internet, colocando fotos e conexões a conteúdos que vêem em outros lugares. Eles consideram trivial baixar aplicativos de jogos – comportamento que demanda muito mais energia do que consumir informações nos sites do Yahoo.
“Não creio que a AOL e o Yahoo estejam em posição para pedir às pessoas para agir e socializar”, disse a consultora Charlene Li, do Altimeter Group, especialista em redes sociais. “Eles treinaram as pessoas para entrar em seu site e agir um tanto passivamente – eles fizeram um trabalho tão bom de levar a ‘colher’ de informações até a boca das pessoas, que elas simplesmente sentaram e ficaram com os braços cruzados.”
No Yahoo, Bartz, ex-executiva-chefe da companhia de software empresarial Autodesk, está vendendo o site HotJobs, o Yahoo Small Business e a tecnologia de buscas da empresa. Também vem agregando funções de rede social a suas principais páginas, mas os investidores duvidam que isso impressione muito. “Se AOL e Yahoo estão tentando agregar funções de rede social a suas atuais ofertas de conteúdo, a partir de dentro, então, não têm uma estratégia de sucesso”, disse Jim Breyer, investidor de risco da Accel Partners, acionista e membro do conselho de administração do Facebook.
Bartz deixa transparecer certa exasperação com o fenômeno que está deixando sua companhia para trás. Segundo a executiva, algumas pessoas estão se cansando da atenção exigida pelas redes sociais e estão “retrocedendo”. A executiva afirmou que o Yahoo se integrará ao Facebook, Twitter e “quem quer que seja o novo Facebook ou novo Twitter”. “É preocupante, mas não tão preocupante como os números sugerem, porque a [mídia] social será parte de toda uma estrutura de como você vê o que faz durante o dia. Nem sempre será separado.”
[fonte: Financial Times]
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