Review – Sempre Ligado

O livro logo de início traz um olhar sobre a abordagem de marketing da Nike e sua evolução obrigatória para acompanhar seus consumidores em uma era na qual eles estão no comando. Após ler o capítulo 1, fica claro o processo de mudança pelo qual vem passando o marketing. Segundos os autores, 4 palavras orientam essa transformação – integração, inovação, mensuração e insights. Fica ainda a dúvida: quem irá reconstruir o ecossistema de mídia e marketing? As startups, que podem se arriscar e experimentar mais, ou as grandes empresas, que com seu tamanho e dinheiro conseguirão impulsionar o novo ecossistema?

No capítulo 2 somos convidados a entrar no mundo do consumidor 2.0, no qual a percepção sobre eles é a moeda que triunfa sobre todas as outras, um mundo em que é vital saber comunicar-se com eles no lugar certo, na hora certa e com a mensagem certa. Esse é o mundo de hoje, o mundo em que o poder do consumidor influência práticas mercadológicas, e nesse novo mundo, os modelos mercadológicos tradicionais estão perdendo valor em ritmo acelerado e muitos já estão obsoletos.

Hoje os consumidores não são mais passivos e não estão mais à disposição – são seletivos, céticos e exigentes. O poder na relação do marketing passou para o lado de cá. O livro realça ainda a visão sobre o comportamento dos consumidores na era digital, evidenciando seus desejos e necessidades. Mostra também quem foram os pioneiros nas estratégias centradas no consumidor.

Ainda no capitulo 2,  podemos fazer uma viagem no tempo e relembrar cada geração e seus hábitos de mídia.

No capítulo 3, após conhecer os hábitos de cada geração,vemos como o consumidor de hoje está se dividindo e como cada mídia tem seu papel nesse processo. Um dado interessante é a previsão de crescimento de 21% para a mídia in-store para 2010, ficando atrás somente da internet.

Com o crescimento de novas mídias mudam também os gastos com publicidade, que convergem com o comportamento do consumidor. Essas mudanças expressam o crescente descontentamento dos anunciantes com os veículos tradicionais de comunicação, especialmente a TV aberta, que segue aumentando os preços do espaço publicitário, embora sua eficácia como canal com o consumidor tenha decaído. Reflete também os retornos financeiros cada vez mais mais substanciais que os anunciantes tem obtido com seus investimentos digitais.

No capítulo 4, os autores fixam seus olhares para as métricas, a eficácia da medição da propaganda e os métodos que permitem uma captação de dados mais granulares e em tempo real nas mídias digitais. O novo modelo de métricas baseado em resultados está produzindo mudanças na prática e na cultura do marketing e da publicidade.

Exposição vs. engajamento – O engajamento vem ganhando muita força como métrica em mídia, e tão logo forem desvendados os mistérios do engajamento do consumidor, um novo modelo de medição de mídia surgirá para redirecionar o foco dos anunciantes – da exposição para o impacto.

O livro aborda também a importância de métricas de plataforma cruzada melhores para mensurar a eficácia da propaganda. Para medir a eficácia em diferentes mídias, a Nielsen e a comscore, por exemplo, estão desenvolvendo métodos de mensuração em diferentes ambientes que vão desde video games à mídias in-store. Segundo os autores, as empresas estão ansiosas para encontrar ferramentas capazes de ajudá-las a gerenciar e interpretar os dados de seu marketing mix, bem como obter melhores insights sobre o comportamento do consumidor.

O livro aborda ainda diversos assuntos, como por exemplo, como andam as relações entre anunciantes e agências, que o modelo de agência do século XX não funciona no século XXI e que a agência do futuro terá que fazer muito mais do que produzir comerciais divertidos, as agências precisam melhorar suas ofertas de serviços, modelo de negócio e recursos de talentos de várias maneiras, além de aperfeiçoarem os dados e a análise da eficácia publicitária.

Recomendo a leitura!

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