Fãs no Facebook vs. Seguidores no Twitter: Quais são mais importantes?
Há muita conversa ultimamente sobre o que é mais valioso para as marcas, os fãs no Facebook ou os seguidores no Twitter. Como os orçamentos permanecem apertados, responder a essa questão representa o Santo Graal para avaliar o retorno sobre o investimento em mídias sociais.
Um estudo recente da Forrester inverteu a sabedoria convencional, afirmando que os seguidores do Twitter podem ter o potencial para ser mais valiosos do que os fãs do Facebook no futuro. Enquanto não se pode quantificar o fã ou seguidor, com um valor absoluto (embora muitos tenham tentado), o estudo confirmou que os seguidores do Twitter estão mais propensos a comprar de marcas que seguem (37% vs 21%), e recomendar as marcas para os amigos (33 % vs 21%). Esses dois fatores são os critérios pelos quais muitas das campanhas de mídia social são medidas.
No entanto, a oportunidade de publicidade para marcas no Facebook é incomparável. Com 550 milhões de membros em todo o mundo, o Facebook é uma potência de conectividade onde os conteúdos podem ser compartilhados entre amigos. O boca a boca tem sido reconhecido como a forma mais potente de publicidade, e agora não há nenhum outro lugar – dentro ou fora da Internet – onde as pessoas podem compartilhar os sentimentos sobre marcas tão rapidamente ou de forma tão poderosa quanto no Facebook.
Qual é a diferença entre fãs e seguidores?
Embora ambos os canais de mídia social sejam interativos, uma distinção importante é a de “empurrar” versus “puxar”, no que diz respeito a dinâmica de marketing implantada no Facebook ou no Twitter. No Facebook, as marcas muitas vezes fazem contato com os fãs por meio de incentivos e recompensas para interação. O Facebook muitas vezes adota mais o marketing de “empurrar”, fazendo ofertas de terceiros para obter fãs. Por exemplo, o Bing se utilizou do jogo FarmVille da Zynga para construir uma base de fãs no Facebook para o seu lançamento. A Zynga ofereceu recompensas no jogo para motivar os usuários a se tornarem fãs da marca. Apesar de aumentar a base de fãs no Facebook, a ação também degrada o valor da base.
Por outro lado, foi habilmente aproveitada para a cultura do público da Nike no Facebook com grande sucesso. Ao se concentrar em um conteúdo de vídeo atraente, a Nike fornece o modelo das melhores práticas em matéria de publicidade do Facebook. O comercial da Nike “Escreva o Futuro“, no início da campanha de marketing para a Copa do Mundo de 2010, foi visitado e comentado mais de 9 milhões de vezes por usuários do Facebook, no YouTube obteve mais de 20 milhões de visualizações. O vídeo é mais obra de arte do que um anúncio, ele foi filmado por Alejandro Inarritu, famoso diretor de filmes, como 21 Gramas e Babel. “Escreva o Futuro” ajudou a Nike a duplicar o seu número de fãs de 1.6 a 3.1 milhões em um único fim de semana.
O Twitter é muitas vezes aproveitados como um meio de “puxar”. Seguidores são propensos a iniciar a conversação, buscando marcas, para elogiar ou reclamar. Embora este tipo de divulgação possa começar como algo negativo, ele fornece para as marcas uma oportunidade de participar em tempo real para remediar uma situação ruim e construir a fidelidade. Um exemplo disto é Twelpforce, um serviço de apoio ao cliente da Best Buy que já disponibilizou mais de 32.000 respostas aos clientes, e tem cerca de 30.000 seguidores no Twitter.
Talvez uma bem sucedida estratégia de mídia social não se trate de descobrir o valor monetário de um fã no Facebook versus um seguidor do Twitter, mas envolve a compreensão de cada canal social e as vantagens de ambos. Até que a marca faça algo para criar valor e interagir com os fãs, eles não têm nenhum valor. Acumular fãs é o primeiro passo, mas se envolver com eles trará o retorno sobre o investimento que as marcas estão buscando.
[forbes]
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