Os seres humanos têm espalhado ideias por milhares de anos, dizendo uns aos outros onde encontrar o melhor campo de caça, que detergente usar e que deus adorar. A web oferece acesso sem precedentes a essas conversas, permitindo que os pesquisadores analisem milhares de idéias para fazer engenharia reversa e descobrir como elas se espalham.
Geralmente, quando você pergunta a alguém por que certas idéias se tornam virais, a melhor resposta que você vai conseguir é “porque elas são boas.” Se pararmos alguns momentos para refletir, veremos que isso não é verdade. Há uma abundância de boas ideias que não dão em nada e um monte de más idéias que se espalham loucamente. É claro que existem alguns outros fatores que determinam como as idéias se tornam contagiosas.
Um dos maiores problemas com a abordagem supersticiosa da mídia social é que o sucesso é considerado sorte. As únicas coisas que os marqueteiros do mito usam para guiar os seus esforços são o feeling e sua “experiência”, ao invés de usar ciência e dados para criar resultados reprodutíveis e confiáveis.
Em seu mais recente livro, Hierarchy of Contagiousness, Dan Zarrella apresenta um modelo para a compreensão de como as idéias se espalham. O modelo baseia-se em dois conceitos: AIDA e OODA. AIDA é uma metodologia que descreve os passos da venda (ou processo de compra): a consciência, interesse, decisão e ação. Cada uma dessas etapas devem ocorrer se alguém vai comprar algo. OODA vem da estratégia militar e descreve o processo de decisão em um confronto: observar, orientar, decidir e agir.
O framework descreve os 3 passos que devem acontecer se alguém vai espalhar sua idéia:
1. As pessoas devem ser expostas a sua idéia. Eles têm de estar seguindo você no Twitter, inscritos em sua lista de e-mail ou “curtir” sua página no Facebook.
2. Eles devem realmente tomar conhecimento de sua idéia. Seu público deve realmente ler o seu Tweet, abrir o seu e-mail ou ver a sua mensagem no Facebook.
3. Algo no conteúdo tem que realmente motivá-los a espalhar sua idéia. Uma vez que seu tweet for lido, ele tem que despertar o desejo de retuíta-lo.
Todas essas questões são explicadas, com dados científicos para apoiá-las, neste livro.
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