As mídias sociais já mostravam seu poder contra abusos de instituições financeiras muito antes de movimentos famosos como o #Occupy. Em 2007, o HSBC, sorrateiramente, decidiu aumentar as taxas para clientes que possuíam conta universitária durante as férias de verão no Reino Unido, pensado que poucos iriam notar e ninguém iria se rebelar.
Um grupo de estudantes não gostou nada da ideia e lançou um movimento para boicotar a empresa. Uma página no Facebook permitia aos estudantes de todo país manifestar seu sentimento de insatisfação com o banco no que chamaram de “Stop the Great HSBC Graduate Rip-Off!”. E isso se mostrou incrível pelo fato de ser um site extremamente popular entre os estudantes (principalmente naquela época) e permitir que eles se organizassem durante as férias de verão, período em que todos estavam dispersos. Também significou que poderiam envolver os ex-membros – os graduados que também seriam muito afetados pela nova política. A página atraiu 4.000 universitários.
Os estudantes não somente conseguiram impedir o aumento das taxas como fizeram com que o banco renegociasse sua política de juros no cheque especial para recém-formados.
O HSBC sempre será lembrado como uma das primeiras grandes marcas a sofrer um “motim” através do Facebook. Mesmo em 2007, o banco respondeu rapidamente, inclusive na própria página do protesto na rede social. Eles evitaram que uma crise se transformasse em uma catástrofe e ainda hoje continuam a fazer um bom uso das mídias sociais.
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