Smartphones são os dispositivos sociais definitivos. Todo mundo já tem um celular e a maioria dos consumidores estão migrando rapidamente para smartphones. O smartphone é pessoal, está sempre perto de você onde quer que seja, em todos os lugares. Uma pesquisa global recentemente divulgada pela Intel revelou que 40% dos usuários desses portáteis usam seus dispositivos mesmo quando estão no banheiro. 80% dormem com o aparelho bem ao lado da cama e 40% afirmaram não largar nunca o celular, ficam grudados com ele 24/7, 24 horas por dia, sete dias por semana.
Nunca houve uma base instalada tão grande de produtos tecnológicos como telefones celulares. A penetração de mercado é quase 100 por cento em muitos países, inclusive no Brasil. Uma pesquisa recente realizada pelo Yahoo! Insights, aponta que o número de usuários de internet móvel no país deverá aumentar para 51,4 milhões até o final de 2012, e esse número deve mais que dobrar até 2015. Quase todo mundo tem celular, e em breve, quase todo mundo terá um smartphone com acesso à internet.
O smarphone mudou de muitas maneiras a forma como nos comunicamos e vai mudar a forma como consumimos. Com ele é possível receber e enviar fotos, vídeos, docs e músicas, organizar toda sua vida pessoal e profissional, além de ficar conectado 24 horas por dia. São tantas funções que o usuário tem muito mais que um telefone no bolso. Não é atoa que a revista Popular Mechanics elegeu o smartphone como uma das maiores invenções da história.
As pessoas têm o telefone, e as empresas? Será que estão percebendo como é rápida essa mudança? Será que perceberam que os consumidores são cada vez mais multi-tela, multi-tarefas e multi-dispositivos? Que estamos plugados em um ecossistema complexo e centrado no consumidor?
Existem mais de cinco bilhões de pessoas no mundo que têm telefones celulares. Os consumidores estão livres de seus desktops para acessar informações em suas redes. Com a mobilidade digital, eles estão sempre conectados e podem fazer praticamente qualquer coisa, com qualquer pessoa e a qualquer momento. Esses consumidores “livres” não conhecem fronteiras e vivem em um mundo onde tudo está conectado e acessível.
Esses consumidores confiam em recomendações de outras pessoas mais do que em propagandas, e este sistema de opiniões vem se tornando determinante nas decisões de compra. Um estudo recente sobre o impacto da internet nos hábitos de compra feito com 6.500 consumidores norte-americanos constatou que quase três quartos dos entrevistados consultam recomendações ao tomar essas decisões.
Onde vamos almoçar? Onde tem um bom restaurante japonês? Hoje essa pergunta pode ser respondida com um toque em seu telefone ao acessar o Yelp ou qualquer outro mecanismo de recomendações. Seja em Nova Iorque ou procurando restaurantes em São Paulo. Isso vem criando um novo tipo de “economia” – a das recomendações, que é possível não só pelas mídias sociais, mas por causa dos dispositivo móveis, que adicionam uma variável fundamental a essa equação, o momento. Quando alguém ama ou odeia alguma coisa, vai colocar isso na rede em tempo real, construindo um ponto de vista coletivo sobre determinado produto ou serviço. Será cada vez mais comum o uso do celular no momento de consumir algo. As pessoas estarão cada vez mais atentas às recomendações no momento da compra.
Bem vindo à era do smartphone, bem vindo à era das recomendações!
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