As novas tecnologias trouxeram consigo uma profunda transformação na forma como as pessoas se comunicam e tomam decisões, inclusive na hora de obter um bem ou serviço. Hoje as redes sociais auxiliam essas tomadas de decisões, as pessoas usam a internet para comentar, recomendar e criticar, compartilhando online suas experiências .
O ato de comprar é um exercício social, e esse não é um conceito necessariamente novo, mas compartilhar experiências de compra e influenciar as decisões através de redes sociais está rapidamente se tornando a próxima forma de consumo. Esse novo consumidor, simplesmente não consegue comprar nada a menos que primeiro procure saber tudo sobre o que vai adquirir.
Esse novo jeito de consumir, chamado “Social Commerce”, envolve o uso de redes sociais e ferramentas colaborativas que permitem aos consumidores obter recomendações sobre um produto ou serviço dentro de um contexto de compra. Esta vem se tornando uma forte tendência, visto que mais de 80 por cento dos usuários on-line estão conectados a uma ou mais plataformas de mídia social. De acordo com a Booz & Company, US$ 30 bilhões serão gastos em comércio social até 2015.
No Brasil, o social commerce está ganhando impulso porque a mídia social tornou-se parte da vida cotidiana da maioria dos brasileiros conectados. O Facebook hoje tem mais de 50 milhões de usuários no país. Entre janeiro e julho, o número de usuários do Twitter cresceu 24%, para 41,2 milhões, de acordo com a Semiocast. O número representa 8% de todos os 500 milhões de pessoas cadastradas no serviço. Os brasileiros não só são fanáticos por redes de relacionamento como também estão bastante atentos ao que se fala sobre marcas e produtos no ambiente virtual. Por isso devem ficar atentas todas agências de publicidade no Brasil.
Somando-se a tudo isso, além das redes sociais, hoje guias online e os próprios sites de ecommerce contam com áreas onde os consumidores podem compartilhar suas experiências com determinado produto ou serviço, os indivíduos interagem com uma gama maior e diversificada de outros indivíduos, ampliando possibilidades ao invés de contar com um círculo relativamente restrito de amigos.
Essas recomendações permitem que os compradores tirem dúvidas, troquem experiências e enviem sugestões. Servem também para os futuros compradores avaliarem o produto e isso representa para o consumidor uma garantia de qualidade.
A revolução digital trouxe mudanças dramáticas – uma verdadeira democratização no sistema de livre mercado. Com o advento das mídias sociais, os consumidores de bens e serviços se tornaram multiplicadores de ideias e estão inclinando a balança do poder a seu favor. Na Era da Informação, os consumidores comuns são visíveis, organizados e capazes de afetar de forma viral as decisões de compra. Isso resulta em um novo tipo de mercado, que cada vez mais é regido pelos consumidores.
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