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	<title>Blog Mídias Sociais &#187; Artigos exclusivos</title>
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	<description>Escave as Mídias Sociais</description>
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		<title>A era do compartilhamento digital estaria ameaçada?</title>
		<link>http://www.midiassociais.net/2012/02/a-era-do-compartilhamento-digital-estaria-ameacada/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 15:05:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arianne Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[compartilhamento]]></category>

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		<description><![CDATA[O ano começou bem agitado no meio digital com os projetos de leis americanas SOPA ( Stop Online Piracy Act) e PIPA (Protect IP Act) que mobilizaram o mundo inteiro, com objetivo de acabar com a  pirataria online. Os projetos ainda não foram aprovados, mas no último dia 18/01 gerou polêmica entre usuários e sites importantes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O ano começou bem agitado no meio digital com os projetos de leis americanas SOPA ( Stop Online Piracy Act) e PIPA (Protect IP Act) que mobilizaram o mundo inteiro, com objetivo de acabar com a  pirataria online. Os projetos ainda não foram aprovados, mas no último dia 18/01 gerou polêmica entre usuários e sites<span id="more-8013"></span> importantes como Wikipedia, Google e Craigslist que se manifestaram e como formas de protesto interromperam seus serviços.</p>
<p>Ambos os projetos prevêem punir qualquer conteúdo pirata, o Sopa aposta em uma punição com penas de até cinco anos de prisão para os acusados em piratear por dez ou mais vezes ao longo de seis meses. Além disso, se a lei for aprovada os Estados Unidos poderão tirar do ar vários sites entre eles o Youtube. A guerra já deu inicio, o site Megaupload saiu de cena e o Grupo Anonymous revidou deixando fora do ar o site do Departamento de Justiça, DoJ, RIAA, MPAA e da Universal Musical, como se não bastasse o FBI também foi atacado.</p>
<p>Na mira da temida lista negra que está se formando, o Google e Facebook correm riscos futuros de serem punidos por facilitarem e contribuírem com a pirataria. Todos nós que utilizamos desses meios digitais seremos impactados se as punições estipuladas por essas leis forem aprovadas. Sites, buscadores e redes sociais que utilizamos no dia-a-dia para trabalhar e nos conectar com outras pessoas serão negativados por leis que delimitarão as forma como poderemos fazer uso dessas plataformas perdendo a privacidade e liberdade na web. Levamos muito tempo para gerar essa revolução tecnológica para se perder em leis de repressão.</p>
<p>Se você acha que a briga para por aqui se engana, eis que surge agora o acordo internacional ACTA (<em>Anti-Counterfeiting Trade Agreement</em>, ou <a title="Veja mais informações no artigo do Wikipedia em português" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Acordo_Comercial_Anticontrafa%C3%A7%C3%A3o" target="_blank">Acordo Comercial Anticontrafação</a>), esse sim promete limitar a internet custe o que custar. Desde 2007, esse projeto está passando por negociações secretas cujo objetivo é beneficiar corporações com o prejuízo de direitos civis de privacidade e liberdade de expressão do resto da sociedade.</p>
<p>Os EUA estão tentando de todas as formas mobilizarem todos os países em pró dessa causa que beneficia apenas os grandes poderosos, até o momento o Japão, Austrália, Canadá, Cingapura, Correia do Sul, Marrocos e Nova Zelândia estão no esquema e esperam conseguir até 2013 reunir outros países da União Européia e o México. Você deve está se perguntando o que esses países ganham em troca se aceitarem a parceria, a resposta é bem simples: vantagens comerciais.</p>
<p>O vídeo a baixo explica as verdadeiras intenções da ACTA.</p>
<p><iframe width="485" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/citzRjwk-sQ" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<div><em>Publicitaria por vocação me encontrei nas redes sociais e faço parte atualmente dá turma de social media. Nas horas vagas curto fotografar coisas engraçadas inclusive as minhas e dos amigos, ler bons livros e estar em contato com as pessoas.</em></div>
<div>E-mail: <a href="mailto:anne.lalves@gmail.com" target="_blank">anne.lalves@gmail.com</a></div>
<div>Twitter: @annelalves</div>
<div>Facebook: <a href="http://www.facebook.com/anne.lalves" target="_blank">http://www.facebook.com/anne.lalves</a></div>
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		<title>O novo capitalismo e o consumo compartilhado</title>
		<link>http://www.midiassociais.net/2012/01/o-novo-capitalismo-e-o-consumo-compartilhado/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 12:19:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo de Paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[compartilhamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Cada vez mais a palavra “colaboração” está na boca de economistas e analistas de negócios. Esse movimento, hoje conta com a participação de milhões de pessoas, seja no uso compartilhado de bicicletas, nas trocas feitas através do site U-exchange ou por meio dos viajantes em mais de 235 países que entram em contato através do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cada vez mais a palavra “colaboração” está na boca de economistas e analistas de negócios. Esse movimento, hoje conta com a participação de milhões de pessoas, seja no uso compartilhado de bicicletas, nas trocas feitas através do site U-exchange ou por meio dos viajantes em mais de 235 países que entram em contato através do CouchSurfing. Eles resolveram trocar o consumo centralizado pelo consumo compartilhado.<span id="more-7966"></span></p>
<p>O consumo colaborativo permite a criação de microempreendimentos, as pessoas podem ganhar dinheiro com o aluguel de espaços e produtos que elas possuem e que estejam ociosos em determinado momento. Sites como o Zilok e Airbnb começam a ter lucro seguindo esse modelo de negócio.</p>
<p><a href="http://www.midiassociais.net/wp-content/uploads/2012/01/share.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-7969" title="share" src="http://www.midiassociais.net/wp-content/uploads/2012/01/share-150x200.jpg" alt="" width="150" height="200" /></a>Não é por acaso que espera-se um crescimento significativo no mercado de consumo colaborativo nos próximos anos. O mercado de troca de roupas infantis usadas tem previsão de faturamento entre Us$ 1 bilhão a Us$3 bilhões apenas nos Estados Unidos. O compartilhamento de carros ou o aluguel de carros por hora pode torna-se um mercado de Us$12 bilhões em pouco tempo. Sites como o Zopa faturam milhões de dólares por ano apenas fazendo uma ponte entre consumidores.</p>
<p>A Zipcar é um exemplo quase perfeito de um negócio de sucesso que adota o modelo compartilhado. A empresa não vende nem conserta carros. Ela compartilha. Ao contrário das empresas tradicionais de aluguel de veículos, a frota da Zipcar fica estacionada em diversos pontos de cidades como Washington, Nova York, Boston, Toronto e Londres. Os usuários podem visualizar a disponibilidade do veículo e reservá-lo via Internet, iPhone ou pelo telefone. O aluguel pode ser feito pelo período de uma hora, 1 dia ou mais.</p>
<p>Eles chamam seus clientes de &#8220;Zipsters&#8221; e dão a cada um, um cartão de plástico, o &#8220;Zipcard&#8221;. A  Zipcar baseia seu sucesso em uma fórmula simples: eles criaram uma forma fácil e eficiente para que as pessoas compartilhem os carros em vez de possuí-los. O serviço é prático, rápido e acessível. A quantidade membros aumenta a uma taxa de mais de 100% ao ano. Isso é uma indicação clara de uma nova tendência de consumo, onde ao invés de possuir algo, as pessoas compartilham.</p>
<p>O modelo de consumo tradicional, no qual as pessoas compra usam e jogam foram deve ser reduzido em uma escala considerável, não só para reequilibrar a economia, mas também para a boa saúde do planeta, visto que a população mundial já chegou a 7 bilhões de pessoas e os recursos são cada vez mais escassos para suprir tanta demanda.</p>
<p>As redes sociais devem agir como alicerces desse novo modelo. Hoje vemos o compartilhamento de vídeos, musicas, fotos e opiniões como algo cotidiano, o próximo passo será descentralização do consumo, onde vamos também compartilhar espaços físicos e bens materiais.</p>
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		<title>A importância da curadoria de conteúdo</title>
		<link>http://www.midiassociais.net/2011/11/a-importancia-da-curadoria-de-conteudo/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Nov 2011 16:41:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Xavier</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[conteúdo]]></category>
		<category><![CDATA[mídias sociais]]></category>

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		<description><![CDATA[A Curadoria de Conteúdo é uma realidade para a comunicação on-line, pois estamos constantemente sendo inundados com anúncios, artigos e outras formas de informações diárias. Entender esse conceito é essencial para ajudar seu público a ver apenas as notícias ou as atualizações mais importantes. Vou iniciar este artigo pela seguinte frase do autor e professor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Curadoria de Conteúdo é uma realidade para a comunicação on-line, pois estamos constantemente sendo inundados com anúncios, artigos e outras formas de informações diárias. Entender esse conceito é essencial para ajudar seu público a ver  apenas as notícias ou as atualizações mais importantes.<span id="more-7712"></span></p>
<p>Vou iniciar este artigo pela seguinte frase do autor e professor da NYU Clay Shirky:</p>
<h2>“A Curadoria surge quando a busca para de funcionar.”</h2>
<p><strong>Mas afinal, o que  é  Curadoria de Conteúdo?</strong></p>
<p>Se vasculharmos a internet encontraremos várias definições  que acabam convergindo para um mesmo ponto:</p>
<p>Curadoria de conteúdo é o ato de constantemente identificar, selecionar e compartilhar os melhores e mais relevantes conteúdos on-line tais como posts, fotos, vídeos, ferramentas, tweets ou qualquer outro sobre um tema específico para corresponder às necessidades de um público também específico.</p>
<p>No videocast a seguir, a consultora, pesquisadora e mestre em marketing digital <a href="http://www.twitter.com/marthagabriel" target="_blank">Martha Gabriel</a> apresenta dentre outros assuntos a importância de uma curadoria de conteúdo nos modelos das redes sociais, uma vez que as pessoas prestam atenção em alguém que organize as informações para elas.</p>
<p><iframe width="485" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/R3hcuDAEyJI" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<h2><strong>Cenário Atual</strong></h2>
<p><strong><em>“Não é a sobrecarga de informações. É falha do filtro.” (Clay Shirky)</em></strong></p>
<p><strong>Antes de prosseguirmos com o assunto, vamos ver como anda o cenário atual das informações na web para compreender melhor a importância da curadoria de conteúdo. Para isso vou mostrar um infográfico criado pela <a href="http://www.go-globe.com/">Go-Globe</a> que descreve o que acontece a cada 60 Segundo na internet:</strong></p>
<p><strong><a href="http://www.midiassociais.net/wp-content/uploads/2011/11/60-segundos-de-internet.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-7713" title="60-segundos-de-internet" src="http://www.midiassociais.net/wp-content/uploads/2011/11/60-segundos-de-internet-485x342.jpg" alt="" width="485" height="342" /></a></strong></p>
<ul>
<li>Em 60 segundos são feitas cerca de 694.445 buscas no Google;</li>
<li>320 novas contas e 98 mil tweets são geradas no Twitter;</li>
<li>695 mil atualizações de status, 79.364 postagens no mural e 510.040 comentários são publicados no Facebook;</li>
<li>100 novas contas no LinkedIn;</li>
<li>13 mil aplicativos são baixados para o iPhone;</li>
<li>600 vídeos são enviados para o YouTube, sendo mais de 25 horas de conteúdo;</li>
</ul>
<p>Tendo em mente que a cada minuto centenas de novos vídeos são carregados online, posts em blogs são escritos e publicados, milhares de tweets e outras mensagens curtas são compartilhados; dizer que há uma avalanche de conteúdo sendo criado agora faz muito sentido. O interessante é que há relativamente poucas tecnologias ou ferramentas que tem sido adotadas de uma forma generalizada para gerenciar esse dilúvio de informação, como por exemplo os buscadores.</p>
<p>A questão real é se soluções como estas serão suficientes. Por algumas estimativas, em poucos anos vamos chegar a um ponto onde todas as informações na internet irão dobrar a cada 72 horas. O resultado previsível disso é que as marcas estão começando a focar na criação de conteúdo quando elas começam a olhar para as mídias sociais. Daí surge perguntas como: O que vamos criar para nossos clientes, fãs ou público? É aqui que acaba surgindo o papel do curador de conteúdo. Aquele que encontra grupos, organiza e compartilha o melhor e mais relevante conteúdo sobre uma linha de assunto específico.  O componente mais importante deste trabalho é a palavra “continuamente”, e no mundo em tempo real da internet, isso é crítico.</p>
<p>Para deixar isso de uma forma mais clara Rohit Bhargava escreveu um curto manifesto sobre a curadoria de conteúdo:</p>
<p><em>“Num futuro próximo, os especialistas prevêem que o conteúdo na web dobrará a cada 72 horas. A análise separada de um algoritmo não será mais suficiente para encontrar o que estamos procurando. Para satisfazer a fome das pessoas por um grande conteúdo sobre qualquer assunto imaginável, haverá a necessidade de ter uma categoria nova de trabalho em linha individual. Alguém cujo trabalho não é para criar mais conteúdo, mas para dar sentido a todo o conteúdo que os outros estão criando. Para encontrar o melhor </em><em>e mais relevante </em><em>conteúdo e trazê-lo para a frente. As pessoas que optarem por assumir esse papel serão conhecidos como curadores de conteúdo. O futuro da web social será impulsionado por esses curadores de conteúdo, que assumem a responsabilidade de coletar e compartilhar o melhor conteúdo on-line para outros consumirem e assumirem o papel de cidadãos editores, publicando compilações de grande valor de conteúdo criado por outros. Com o tempo, esses curadores trarão mais utilidade para a web. Ao fazer isso, eles vão ajudar a adicionar uma voz e ponto de vista de organizações e empresas que podem conectá-los aos clientes – a criação de um diálogo inteiramente novo com base em conteúdo valorizado não apenas mensagens de marketing da marca.”</em></p>
<p>De acordo com Paul Gillin, alguns anos atrás, as audiências eram sedentas por informações, e o papel das mídias foi criá-las. Hoje, estamos nos afogando em informações e o papel emergente das mídias é o de filtra-las e organizá-las.</p>
<p>Agora vamos à outra estatística:</p>
<p><a href="http://www.midiassociais.net/wp-content/uploads/2011/11/content-curation.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-7714" title="content-curation" src="http://www.midiassociais.net/wp-content/uploads/2011/11/content-curation.jpg" alt="" width="435" height="384" /></a></p>
<p>70% das pessoas na web social apenas consomem conteúdos, de modo que a curadoria de conteúdo está ficando mais importante, a fim de ajudar as pessoas a encontrar informações relevantes.</p>
<h2><strong>A importância da Curadoria de Conteúdo</strong></h2>
<p><em>“</em><em>Nós não temos uma escassez de informações, temos uma escassez de atenção</em><em>“<strong> </strong>(Godin)</em></p>
<p>Curadoria é agora uma necessidade. A web está abarrotada de conteúdo, mais do que uma pessoa poderia consumir em várias vidas.  O melhor que pudemos fazer até agora para aproveitar o excesso de informação maciça é usar ferramentas como o Google Reader e agregadores de feed RSS, como o Alltop. Elas ajudaram, com certeza, mas ninguém está passando por toda essas informações e escolhendo a melhor das melhores de modo que isso faça algum sentido. Ao invés de iniciar um novo site com o objetivo de criar um monte de novos conteúdos, é hora de as pessoas pensarem sobre a ideia de serem curadoras de conteúdo. Organizar e comentar os melhores conteúdos em torno de um determinado tópico.</p>
<p>“A curadoria na web é uma batalha entre humanos e robôs”. Assim define Steve Rosenbaum. Veja a seguir uma entrevista com ele durante o Digital Age 2.0 2011:</p>
<p><iframe width="485" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/E4lvv1x39R8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Então porque a curadoria de conteúdo se faz tão importante:</p>
<p>1º – As pessoas querem desesperadamente seguir bons “filtros” de informações para economizar tempo.</p>
<p>2º – Curadoria, feita corretamente, tem uma mistura perfeita de comentários originais e conteúdos externos, como vídeos, áudios, imagens e mensagens de blogs.</p>
<p>3º –  Curadoria é muito mais simples do que o desenvolvimento de conteúdo original.</p>
<p>4º – Curadoria leva a boa notoriedade, respeito e status de liderança de pensamento para o curador.</p>
<p>5º – 1% dos usuário da web que criam quase todo o conteúdo na web têm feito um bom trabalho no departamento de quantidade. Alguém em cada nicho tem de filtrar o conteúdo de qualidade a partir do lixo.</p>
<h2><strong>O processo da Curadoria de Conteúdo</strong></h2>
<p>Curadoria de conteúdo significa aprender com os outros e partilhar seus conhecimentos. Há várias maneiras de iniciar o processo de curadoria, mas todos visam sempre a identificação, organização e compartilhamento de tais conteúdos, como mostrado na figura abaixo.</p>
<p><a href="http://www.midiassociais.net/wp-content/uploads/2011/11/processo-de-curadoria.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-7715" title="processo-de-curadoria" src="http://www.midiassociais.net/wp-content/uploads/2011/11/processo-de-curadoria-485x216.jpg" alt="" width="485" height="216" /></a></p>
<p>Uma das formas de dar início ao processo de curadoria seria seguir alguns passos:</p>
<p><strong>Identifique um tópico</strong></p>
<ul>
<li>Sobre qual tema seus clientes gostariam de ouvi-lo todos os dias?</li>
<li>Sobre qual tema a sua empresa tem uma posição única?</li>
<li>Sobre qual tema que você quer ser um líder de pensamento?</li>
<li>Eu acrescentaria que você precisa encontrar um tópico que irá ajudá-lo a finalmente conduzir seus objetivos de marketing também.</li>
</ul>
<div><strong>Siga os Influenciadores</strong></div>
<div>
<ul>
<li>Blogueiros</li>
<li>Analistas</li>
<li>Publicações</li>
<li>Sites de notícias on-line</li>
<li>Revistas</li>
<li>Depois de identificar estes, segui-los com o Twitter, RSS, feeds e-mail newsletter, etc.</li>
</ul>
</div>
<p><strong>Compartilhe</strong></p>
<ul>
<li>Selecione apenas o conteúdo mais relevante</li>
<li>Seja abrangente e de mente aberta</li>
<li>Compartilhar entre canais</li>
</ul>
<p>Lembre-se, seu trabalho é ser o curador para selecionar o melhor conteúdo de todo o setor. Compartilhar as informações que serão valiosas e relevantes para a seu público-alvo.</p>
<ul>
<li>Newsletters</li>
<li>Um Microsite</li>
<li>Social Media</li>
<li>Feeds</li>
<li>Widgets</li>
</ul>
<div><strong>Crie o seu próprio conteúdo</strong></div>
<p>Você precisa compartilhar sua própria perspectiva … o seu próprio ponto de vista. O ato de curadoria mantém a relevância, coloca seu conteúdo no contexto de uma questão mais ampla e constrói credibilidade.Pontos chave da curadoria:</p>
<div>
<ul>
<li>Criar, cura, mas não pirateie</li>
<li>Sempre atribua as fontes</li>
<li>Link para o conteúdo original é essencial.</li>
</ul>
</div>
<h2><strong>Ferramentas para a Curadoria de Conteúdo</strong></h2>
<p>Como visto no tópico anterior, o processo para realizar a curadoria acaba exigindo a organização do conteúdo. Essa organização é geralmente feita por intermédio de plataformas que facilitam o gerenciamento. A seguir eu disponibilizo um mapa mental elaborado por Robin Good  com várias ferramentas para auxiliar nesse trabalho.</p>
<p><iframe width="485" height="400" frameborder="0" src="http://www.mindmeister.com/maps/public_map_shell/55395228/the-newsmaster-toolkit-best-content-curation-tools?width=485&#038;height=400&#038;z=0.5" scrolling="no" style="overflow:hidden"></iframe></p>
<p>Outro Mind Map elaborado por Robin Good mostra alguns tipos de curadoria.</p>
<p><iframe width="485" height="400" frameborder="0" src="http://www.mindmeister.com/maps/public_map_shell/63257746/types-of-curation?width=485&#038;height=400&#038;z=0.5" scrolling="no" style="overflow:hidden"></iframe></p>
<p>Para Finalizar o artigo, gostaria de fazer uma ligação que acho extremamente importante entre a curadoria de conteúdo e os negócios, uma vez que ela permite o estabelecimento de uma influência on-line, potencializando a autoridade de uma marca.</p>
<p>Se uma empresa continuamente postar informações mais interessantes, as pessoas vão confiar nela e começar a vê-la  como uma “expert” em sua indústria. Todas estas estratégias podem ajudar a construir sua marca e atrair mais tráfego ao seu site para que você possa expandir o alcance de sua empresa.</p>
<p>Em um artigo publicado por <strong>Steve Rosenbaum </strong>no portal <a href="http://www.businessinsider.com/can-curation-save-media-2009-4" target="_blank">Business Insider</a> em 2009, diz que:</p>
<p>“<strong>Curiosamente</strong>, a curadoria devolve o poder de volta às marcas e às publicações. Enquanto qualquer um pode produzir conteúdo, a decisão de coletá-lo e apresentá-lo através de curadores de conteúdos de confiança envolve mais risco e, portanto, tem mais valor.”</p>
<p>E é isso aí. Espero que tenham gostado e quem quiser entender mais sobre o tema (que é amplo) sugiro que faça uma consulta à esse tópico do Scoop.it: <a href="http://www.scoop.it/t/real-time-news-curation/">Real Time News Curation</a>.</p>
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		<title>Uma nova métrica no marketing digital: o Custo Por Fã</title>
		<link>http://www.midiassociais.net/2011/05/uma-nova-metrica-no-marketing-digital-o-custo-por-fa/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2011 13:25:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Salvador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[facebook]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>

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		<description><![CDATA[O crescimento vertiginoso do Facebook no Brasil trouxe mais uma sigla para os relatórios dos marketeiros digitais de plantão, o CPF ou Custo Por Fã. Temos discutido com frequencia nas aulas dos cursos de gerentes de mídias sociais da Ecommerce School, o quanto a aquisição de fãs através de anúncios pagos no Facebook tem se mostrado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O crescimento vertiginoso do Facebook no Brasil trouxe mais uma sigla para os relatórios dos marketeiros digitais de plantão, o CPF ou Custo Por Fã. Temos discutido com frequencia nas aulas dos cursos de <a href="http://www.ecommerceschool.com.br/gerentes-social-media.htm" target="_blank">gerentes de mídias sociais</a> da Ecommerce School, o quanto a aquisição de fãs através de anúncios pagos no Facebook tem se mostrado uma estratégia interessante para as empresas, uma vez<span id="more-6591"></span> que depois que a pessoa clica no botão “Curtir” da página de fãs da empresa, passa a visualizar em seu mural, todas as postagens feitas pela empresa.</p>
<p>O cálculo do CPA é feito tendo por base o número de fãs adquiridos (FA) dividido pelo valor investido na campanha (VI), sendo:</p>
<p>CPF = FA ÷ VI</p>
<p>O CPF pode se tornar em breve um concorrente para o CPA, que é o Custo Por Aquisição. Como o CPA pode ser aquisição de vendas ou mailings, nesse artigo vou relacionar o CPA apenas à aquisição de mailing para a empresa, explico o porquê:</p>
<p>Quando investimos no CPA para aquisição de mailing de clientes, criamos uma base de e-mails que será posteriormente usada para receber disparos de peças em HTML com ofertas da empresa. Para se comunicar com essa base, a empresa terá que fazer disparos frequentes e relevantes. Disparos frequentes vão demandar investimentos numa boa ferramenta de disparos de e-mails, ou seja há custos envolvidos. Criação de conteúdos relevantes também vai demandar tempo de redação e design, o que também envolve custos. Sendo assim, o Custo da Aquisição de mailing lists, não acaba quando adquirimos o email de alguém, esse custo perdura a cada campanha de e-mail marketing disparada.</p>
<p>Por outro lado, o CPF tem uma vida menos custosa, uma vez que depois que alguém clicar em “Curtir”, não haverá mais custos para empresa impactar esse consumidor, pois as postagens que fizer no mural da página de fãs, não necessitam de ferramentas pagas e tampouco de designs sofisticados. Outra vantagem do CPF é que cada postagem feita, que aparecer no mural do consumidor, pode ser facilmente compartilhada com sua lista de amigos, coisa pouco freqüente nos disparos de e-mail marketing comerciais.</p>
<p>Com um simples clique no botão “Compartilhar”, essa postagem é publicada e visualizada por toda lista de amigos de uma pessoa. Para fazer o mesmo com um e-mail, essa pessoa teria que encaminhar a mensagem para todos os e-mails de sua lista de contatos. Pense. Você já fez isso alguma vez com uma mensagem comercial?</p>
<p>Aliado a isso está a vantagem da pulverização das mensagens. Ao invés de publicar todas as ofertas de uma vez num HTML de e-mail, a empresa pode publicar aos poucos em sua página de fãs. Isso faz com que a comunicação fique mais sutil e mais freqüente.</p>
<p>Não acho que o email marketing irá acabar, pelo contrário, acredito que essa poderosa ferramenta de vendas, responsável atualmente por cerca de 30% das vendas das lojas virtuais, tende a ser cada vez mais usada. Mas olhando pelo lado de relacionamento e fidelização, o CPF dá um banho.</p>
<p>O que devemos prestar atenção é no crescimento do CPF, diretamente proporcional ao aumento no número de usuários do Facebook aqui no Brasil. Investir numa boa página de fãs, com conteúdos bacanas e fáceis de serem compartilhados é um bom começo.</p>
<p>Ao comprar anúncios no Facebook, invista na aquisição de fãs e não apenas em cliques para seu site. Há uma grande diferença aí. Ao configurar seu anúncio, você tem a possibilidade de escolher entre enviar o usuário para uma URL externa, ou seja, seu site, ou enviar o consumidor para sua página de fãs.</p>
<p>No primeiro caso estamos falando de CPA, pois uma vez no seu site esse consumidor poderá comprar algo ou se cadastrar para receber suas ofertas. No segundo caso, o usuário deverá ser estimulado a clicar no botão “Curtir” da sua página de fãs.</p>
<p>Crie anúncios no Facebook com o Call to Action para curtição e não deixe também de criar um formulário na sua página de fãs, para captura de e-mails. O mais importante é deixar o consumidor escolher por onde ele quer ser impactado. Boas vendas!</p>
<p>Sobre o autor:</p>
<p>Mauricio Salvador é Mestre em Comunicação e Administração, tem MBA em Gestão e Estratégias em Negócios, foi Executivo de Contas pelo Yahoo! Brasil, Professor nos cursos de MBA da Anhembi Morumbi, Impacta e da FIA/PROVAR/USP e Diretor de Marketing e Vendas para América Latina na e-bit, empresa de informações de comércio eletrônico do Grupo BuscaPé, atendendo clientes como Claro, Pernambucanas, Wal-Mart, Saraiva, Polishop, Ponto Frio e MasterCard, entre outros. Lecionou na Universidade da Califórnia &#8211; Berkeley e estruturou os departamentos de E-commerce e Online Marketing de empresas no Vale do Silício. Autor do Livro &#8220;Como Abrir uma Loja Virtual de Sucesso, atualmente é CEO da <a href="http://www.ecommerceschool.com.br/" target="_blank">Ecommerce School</a> e da <a href="http://www.ihouseweb.com.br/" target="_blank">iHouse eCommerce</a>.</p>
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		<title>A magia e a maldição das mídias sociais</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Apr 2011 13:08:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo de Paula</dc:creator>
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		<category><![CDATA[mídias sociais]]></category>
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		<description><![CDATA[A magia da mídia social é a descentralização e a falta de controle – a maldição da mídia social é descentralização e a falta de controle .Para as empresas, as mídias sociais podem representar o paraíso quando tudo corre bem, porém, uma variável negativa pode mudar tudo isso rapidamente. Recentemente pudemos observar o caso da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A magia da mídia social é a descentralização e a falta de controle – a maldição da mídia social é descentralização e a falta de controle .Para as empresas, as mídias sociais podem representar o paraíso quando tudo corre bem, porém, uma variável negativa pode mudar tudo isso rapidamente. Recentemente pudemos observar o caso da Brastemp e da Renault, onde clientes insatisfeitos conseguiram arranhar a imagem dessas marcas.<span id="more-6452"></span></p>
<p>A mídia social é o lugar onde a voz do cliente é amplificada. As empresas não conseguem mais se esconder atrás daquele velho sistema burocrático. Mesmo as super-organizações agora não estão mais imunes ao novo consumidor, que deseja conversar com as marcas e esperam ser tratados mais do que como uma simples estatística, e hoje, são poucas as empresas que estão prontas para terem essa conversa.</p>
<p>As empresas devem se preparar para uma nova realidade que começa a despontar com a popularização da internet e das mídias sociais que assumem um papel cada vez mais importante nas decisões de compra.  Segundo estimativas da Nielsen, em 2020 serão mais de 5 bilhões de usuários de internet em todo o mundo. Desse total, 70% estarão em redes sociais, interagindo ainda mais com amigos, marcas e produtos.</p>
<p>Entender o novo consumidor e saber construir relacionamentos será o caminho para o fortalecimento das marcas – nenhuma marca ou produto é infalível, porém, tentar camuflar as falhas e subestimar os consumidores cada vez custará mais caro para a imagem de uma empresa. Não é uma questão de ser infalível, mas uma questão de atitude.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-6453" href="http://www.midiassociais.net/2011/04/a-magia-e-a-maldicao-das-midias-sociais/midias-sociais/"><img class="alignnone size-full wp-image-6453" title="midias-sociais" src="http://www.midiassociais.net/wp-content/uploads/2011/04/midias-sociais.jpg" alt="" width="485" height="644" /></a></p>
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		<title>A importância de definir objetivos claros em mídias sociais</title>
		<link>http://www.midiassociais.net/2011/04/a-importancia-de-definir-objetivos-claros-em-midias-sociais/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Apr 2011 17:23:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo de Paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[métricas]]></category>
		<category><![CDATA[ROI]]></category>

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		<description><![CDATA[Sem contexto, um número é apenas um número. Quando possibilita o acompanhamento de determinada variável ele se transforma em um indicador, que constitui, de um lado, o valor atual de algum fenômeno estudado e, de outro, o valor esperado que esse fenômeno deve atingir após as ações realizadas. Quando um site recebe determinado número de visitas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sem contexto, um número é apenas um número. Quando possibilita o acompanhamento de determinada variável ele se transforma em um indicador, que constitui, de um lado, o valor atual de algum fenômeno estudado e, de outro, o valor esperado que esse fenômeno deve atingir após as ações realizadas.<span id="more-6429"></span></p>
<p>Quando um site recebe determinado número de visitas, esse número é uma medida, sem contexto. Quando em comparação com seus objetivos ou os esforços de seus concorrentes, esse número torna-se uma métrica. Se essa métrica é fundamental para o bom funcionamento de toda a organização, pode ser considerada um Indicador Chave de Desempenho(KPI).</p>
<p>Em mídias sociais, assim como em qualquer tipo investimento, o que realmente importa é o bom e velho ROI. Todas as outras coisas como tráfego, seguidores, número de comentários, prospects, etc, são apenas o caminho que levam ao objetivo final. A verdade é que sem um retorno positivo, não há razão para se estar nas mídias sociais, assim como realizar qualquer outro tipo de programa.</p>
<p>Duas semanas atrás, o The Wall Street Journal informou que a Pepsi-Cola e a Diet Pepsi tinham perdido cerca de 5% de sua fatia de mercado no ano passado. Pela primeira vez, a Pepsi-Cola caiu de sua tradicional posição como a bebida número dois da América para a posição número três (atrás da Diet Coke.)</p>
<p>O que vem gerando reações por parte de muitos críticos foi a retirada de parte da verba da publicidade tradicional em favor das mídias sociais. A empresa cancelou sua publicidade anual Super Bowl e criou o &#8220;Pepsi Refresh Project&#8221;. A ideia do projeto era destinar os 20 milhões de dólares gastos em campanhas tradicionais para contribuir com as causas sociais, contando com o engajamento das pessoas.</p>
<p>O projeto alcançou mais de 80 milhões de votos registrados, quase 3,5 milhões de &#8220;likes&#8221; na página do Facebook, quase 60 mil seguidores no Twitter, etc. Porém, pecou em sua estratégia de vendas. A pepsi soube caminhar, porém não definiu onde queria chegar.</p>
<p>A imagem da marca é patrimônio, a consciência sobre ela é vital, a intenção de compra é o paraíso e as vendas? O que acontece quando tudo isso não resulta em vendas?</p>
<p>O caso da Pepsi é um exemplo claro da falta de objetivos definidos não só da campanha em si, mas principalmente da própria empresa que centralizou seus investimentos de mídia em um movimento bastante ousado. Entender as mídias sociais como complemento no mix de comunicação é uma boa lição que podemos tirar desse episódio.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-6435" href="http://www.midiassociais.net/2011/04/a-importancia-de-definir-objetivos-claros-em-midias-sociais/metric/"><img class="alignnone size-large wp-image-6435" title="metric" src="http://www.midiassociais.net/wp-content/uploads/2011/04/metric-485x322.jpg" alt="" width="485" height="322" /></a></p>
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		<title>Cidades Informacionais: um modelo emergente do urbano na era da informação</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Mar 2011 02:10:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma análise da recente evolução das cidades, enquanto forma de organização social, permite observar uma pluralidade de diferentes tipos de redes cuja função é a otimização do transporte de fluxos materiais e imateriais. Trata-se das redes de transporte de pessoas, de comunicação, redes de fluxos financeiros e informacionais que apontam o desenvolvimento da cidade contemporânea [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma análise da recente evolução das cidades, enquanto forma de organização social, permite observar uma pluralidade de diferentes tipos de redes cuja função é a otimização do transporte de fluxos materiais e imateriais. Trata-se das redes de transporte de pessoas, de comunicação<span id="more-6222"></span>, redes de fluxos financeiros e informacionais que apontam o desenvolvimento da cidade contemporânea como uma tentativa constante de se alcançar a mobilidade.</p>
<p>Desta maneira, a cidade deixa de ser caracterizada como um lugar demarcado e de fixação e abre margem para processos que visam o deslocamento, a desterritorialização, a mobilidade e o fluxo. A cidade passa a consolidar-se como um espaço de trocas em que são protagonizados intercâmbios de natureza diversa.</p>
<p>Da mesma forma, podem ser observadas as alterações nas relações tempo-espaço e na estrutura das cidades que respondem à incorporação intensa das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC’s) nas mais diversas atividades urbanas. Isso implica uma reconfiguração nas dinâmicas cotidianas e de convívio social que passam a ser impactadas pelo processo de virtualização ou de(para usar um termo mais contemporâneo) ‘googlerização’ que vem caracterizando a chamada sociedade da informação.</p>
<p>As cidades, assim como toda a sociedade, atualmente são influenciadas por um novo paradigma técnico-econômico que difere bastante daquele erigido da era industrial. O novo paradigma traz como idéia central o conceito de flexibilidade e, portanto, rompe de vez com o modelo de contrato social entre capital e trabalho característico do capitalismo industrial. Identifica-se, assim, o surgimento de um novo capitalismo e de um novo Estado em que a informação é tomada como insumo estratégico para a criação de riquezas e do bem-estar social, as estruturas sociais são maleáveis e mutáveis e há a proliferação das tecnologias da informação que, por sua vez, são assinaladas como causa principal de tal revolução.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-6223" href="http://www.midiassociais.net/2011/03/cidades-informacionais-um-modelo-emergente-do-urbano-na-era-da-informacao/the-manhattan-and-brooklyn-bridges-at-night/"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-6223" title="The Manhattan and Brooklyn Bridges at night" src="http://www.midiassociais.net/wp-content/uploads/2011/03/new-york-night-lights-aerial-picture_9739-150x200.jpg" alt="" width="150" height="200" /></a>É um raciocínio pouco provável aquele que se alimenta da perspectiva de que as cidades permaneceriam alheias a tantas transformações. As cidades não só desenvolvem novas dinâmicas como criam também uma nova forma urbana: a cidade informacional, que é a cidade do espaço de fluxos, na qual uma série de transformações sociais, econômicas e políticas, potencializadas pelas tecnologias de informação e comunicação, têm prenunciado novas formas de interação do cidadão com o espaço urbano (Castells, 1992).</p>
<p>É neste contexto em que se inclui os conceitos de cidades digitais, cibercidades, telecities e cidades virtuais que também são empregados para definir a interação do meio urbano com as TIC’s e os efeitos advindos dessa interação.</p>
<p>Com isso, legitima-se a idéia da cidade como um território informacional, ou seja, uma zona de intersecção entre o ciberespaço e o espaço urbano físico (Lemos, 2007), ao mesmo tempo em que afasta-se a imagem da cidade informacional como algo totalmente novo. A cidade informacional é heterogênea, é um verdadeiro catalisador de “redes e fluxos que convergem graças às condições tecnológicas possibilitadas pelas redes digitais de telecomunicações que passam a integrar, e mesmo a comandar (cibernética), as diversas redes que constituem o espaço urbano e as diversas formas de vínculo social que daí emergem” (Lemos, 2007).</p>
<p>Por conseguinte, ao usar o telefone celular, os serviços de internet banking, fazer uma solicitação de serviço ou uma compra na Internet, acessar o web site da prefeitura ou da empresa em que trabalha e comunicar-se pelas redes sociais o cidadão está, na verdade, aproveitando os benefícios da infra-estrutura de comunicação e informação (infoestrutura) que compõem as cibercidades juntamente com os espaços urbanos tradicionais, como as ruas e as praças.</p>
<p>No entanto, o grande desafio que se apresenta à cidade informacional é a garantia do acesso e da apropriação das novas tecnologias de maneira igual a todos os cidadãos. Esse desafio se mostra complexo quando se considera que as cidades, enquanto espaço físico, é o lugar em que germinam e evoluem as desigualdades sociais, econômicas e culturais. Deste modo, chega a ser utópico imaginar um acesso universal à internet ou à telefonia celular ao passo que isso ainda não acontece com os sistemas de transporte público ou de saúde, por exemplo.</p>
<p>Todavia, a evolução da cidade informacional está condicionado ao desenvolvimento e a propagação do uso das TIC’s, e nesse sentido é irreversível. O crescimento dos territórios informacionais se dá mediante o aumento quantitativo do uso de dispositivos e sistemas tais como os smartphones, os notebooks, os celulares, a rede Wi-Fi e o Bluetooth. Sendo assim, cabe aos governos locais criar alternativas para que essas modernidades sejam acessíveis ao maior número de cidadãos possível, reaquecer o espaço público, favorecer a apropriação social das novas tecnologias (Lemos, 2007) e, principalmente, educar os cidadãos para esse processo de virtualização das dinâmicas urbanas, pois, assim será possível afastar um dos grandes problemas sociais preanunciado para o futuro próximo e que já se apresenta como a principal consequência negativa da era informacional: a exclusão digital.</p>
<p>A cidade informacional, logo, pode ser pensada como uma cidade ideal para abrigar os fluxos informacionais, culturais, sociais e econômicos. De modo mais objetivo, é um dos elementos que compõem a cidade contemporânea que precisa se adequar aos ditames da era informacional e que tem o uso irrestrito das TIC’s como aspecto basilar. No entanto, as redes digitais e a infra-estrutura da cidade informacional estão longe de serem consideradas patrimônios de todos os cidadãos, seja pela falta de popularização desses meios ou pelo insuficiente conhecimento do seu funcionamento. Cabe assim, aos governos locais em parceria com a sociedade civil alavancar ações que possibilitem a inclusão digital e que transformem a cidade novamente num lugar de fortalecimento da democracia, mas não mais em seu sentido clássico e sim na perspectiva de uma democracia contemporânea.</p>
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		<title>Por que (não) considerar a crise política no Egito uma &#8216;Revolução Facebook&#8217;</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Feb 2011 22:55:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[A crise política no Egito deu margem a diferentes análises por parte de estudiosos e cientistas políticos. A maioria delas, citaram um elemento em comum: o uso das mídias sociais no processo revolucionário e enriqueceram ainda mais o debate sobre os impactos do ciberespaço no mundo real. Enquanto alguns denominam a queda de Mubarak como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<address><span style="font-style: normal;">A crise política no Egito deu margem a diferentes análises por parte de estudiosos e cientistas políticos. A maioria delas, citaram um elemento em comum: o uso das mídias sociais no processo revolucionário e enriqueceram ainda mais o debate sobre os impactos do ciberespaço no mundo real.<span id="more-6087"></span> Enquanto alguns denominam a queda de Mubarak como uma ‘Revolução Facebook’, outros encaram isso como um exagero e uma maneira ingênua de distorcer a realidade e minimizar a atuação dos agentes políticos envolvidos.</span></address>
<address><span style="font-style: normal;"><br />
</span></address>
<p>“’(…) não havia internet em 1917 e os russos fizeram a revolução’. Do ponto de vista objetivo, a frase é perfeita. Mas o sentido dado a ela é distorcido”(Corazza, 2011, p.01). A pluralidade de tipos de redes sociais virtuais e de formas de usá-las é facilmente observada e já começa a gerar efeitos significativos nas diversas esferas que compõem a sociedade atual, denominada sociedade da informação.</p>
<p>Essa nova sociedade é caracterizada principalmente pela “capacidade que seus membros (cidadãos, empresas, poder público, etc) possuem de obter e compartilhar qualquer informação instantaneamente de qualquer lugar e da maneira mais adequada” (Palhares; Rosa; Silva, 2009, p.3). Desta maneira, o acesso ampliado à informação passa a ser um fator facilitador para que transformações sociais e culturais ocorram de maneira menos morosa, provocando uma mudança acelerada de valores, atitudes e comportamentos em diversos grupos sociais.</p>
<p>Tais constatações começam a ser feitas a partir da explosão tecnológica dos anos 1990, que traz consigo meios de comunicação sofisticados, tais como a Internet e as novidades do ramo das telecomunicações. Trata-se das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC’s) que se tornam cada vez mais presentes no desenvolvimento científico, econômico, social e político e potencializam uma nova era em que passa a existir “uma revolução do próprio processo de compreensão do mundo” (Palhares; Rosa; Silva, 2009, p.3).</p>
<p>No entanto, esse movimento está longe de ser considerado uma cultura global, seja pela resistência de alguns grupos ou pela falta de acesso às novas tecnologias, o que vem dando margem a um descompasso tecnológico entre países e a carência por políticas de inclusão digital. Em acordo com a União Internacional da Telecomunicação (UIT), enquanto 71% da população dos países desenvolvidos tem acesso a Internet, nos países em desenvolvimento essa porcentagem não ultrapassa os 21% (The World in 2010: Facts and Figures – UIT, 2010).</p>
<p>Porém, o que se observa é que a relação entre a quantidade de usuários e o impacto causado pelo uso das TIC’s não é totalmente proporcional. Exemplos de cunho político, como a queda do presidente Hosni Mubarak no Egito, ilustram isso de maneira reveladora. Os manifestantes egípcios em meados de janeiro de 2011 transformaram a rede social mais usada no mundo, o Facebook, num instrumento a favor de sua causa, a  partir da criação de uma página onde eram postadas mensagens que conclamavam a população, sobretudo os mais jovens, para a revolução.</p>
<p>A página criada no Facebook trazia informações sobre quando, onde e como os manifestantes se encontrariam, alertas sobre que tipo de equipamentos usariam (máscaras de gás lacrimogêneo, por exemplo), <em>links</em> para informações mais detalhadas, meios de contato com voluntários, informações sobre formas de conduta, além de uma “sala de debates” que disponibilizava atualizações constantes feitas pelos próprios usuários da página, que em menos de uma hora após a sua criação já contabilizava mais de 100 mil adesões (Carranca, 2011).</p>
<p>As informações se replicaram rapidamente entre os internautas egípcios que, em paralelo, apoiavam e incitavam para manifestações em suas páginas pessoais. Asmaa Mahfouz, uma jovem de 25 anos, por exemplo, postou em seu perfil do Facebook, várias mensagens de apoio ao protesto na Praça Tahrir. “Eu vou para a Praça Tahrir no dia 25 de janeiro. Eu vou lutar por meus direitos e das pessoas torturadas até a morte pelas forças de segurança” (Carranca, 2011, p.1). Mensagens como essas foram difundidas entre amigos e familiares dos manifestantes o que corroborou para que o protesto na Praça Tahrir reunisse centenas de milhares de pessoas, quando o esperado era algo em torno de 20 mil simpatizantes e se transformasse em um dos símbolos das manifestações no Egito que terminaram no dia 13 de fevereiro de 2011 com a renúncia do presidente Mubarak que já completava 30 anos no poder.</p>
<p>Por outro lado, existemcontra-argumentos que propõem um reforço ao ceticismo em relação à atuação das redes sociais nos protestos do Egito. A maioria desses argumentos baseia-se nos fatos de que 80% da população egípcia não tem acesso à internet e de que o número de usuários egípcios do Facebook seja pouco expressivo, sendo estimado em 6,46% dos usuários mundiais (algo em torno de 5,2 milhões de pessoas, número menor do que o de seguidores do presidente norte-americano, Barack Obama, no Twitter) (Corzazza, 2011). Além, é claro, das restrições no acesso à internet promovidas pelo governo desde o início dos protestos, as limitações infoestruturais e as técnicas de manipulação da informação.</p>
<p>A tentativa de minimizar os efeitos da revolução ‘virtual’ no Egito talvez seja uma forma de enriquecer o debate sobre o poder das redes sociais no mundo contemporâneo, mas negligenciá-los parece ser um erro. Ainda que o acesso seja restrito, a Internet no Egito está  ao alcance de uma parcela considerável da população e, além disso, o seu papel como transmissora de informação chega a ser ainda mais importante do que o seu poder de mobilização.</p>
<p>Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo em setembro de 2010, o sociólogo Manuel Castells, referência atual em estudos e pesquisa sobre a sociedade da informação e as TIC’s, defendeu a idéia de que ao levar em conta que o poder político sempre esteve baseado no controle e na manipulação da informação, a Internet pode ser considerada uma ameaça a este tipo de poder por conceder um grau de autonomia comunicativa e informacional relativamente alto ao indivíduo. Para Castells, “a Internet é a construção da autonomia da sociedade civil” (Castells, 2010), algo que os governos sempre temeram.</p>
<p>Por conseguinte, um modo de acabar com essa ameaça seria o bloqueio ao acesso à rede mundial de computadores e todos os seus recursos, estratégia usada pelo governo de Mubarak. Castells admite ser essa a solução mais eficiente, porém, a mais cara, cujo preço nenhum país pode pagar “porque além de livre expressão, a rede é educação, economia, negócios, é a eletricidade de nossa sociedade”. E como se não bastasse, este tipo de ação distancia povo e governo, gerando desconfiança mútua entre dois dos elementos clássicos e fundamentais do Estado.</p>
<p>Mas considerar a Internet como uma ameaça não quer dizer que ela possui ampla influência no comportamento dos governos. Os governos passam a levá-la em consideração ao pautar suas ações, sabem que não podem mentir e nem manipular a informação sem tomar o máximo de precaução, porém isso não pode ser ponderado como uma alteração de comportamento.</p>
<p>Castells, nesse sentindo, apresenta alguns exemplos interessantes como as manifestações no Irã em 2009 contra a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad e a deposição do ex-presidente de Honduras Manuel Zelaya, dois episódios com resultados diferentes em que a Internet, sobretudo o Twitter, funcionou como um instrumento mobilizador importante. Para Castells, o fato de Zelaya ter sido deposto e de Ahmadinejad seguir no poder demonstra que o substrato principal do uso das redes sociais nas manifestações contra o <em>status quo</em> político são as “mudanças que se produzem na mente das pessoas, [ou seja, quando] as pessoas mudam sua forma de pensar e, portanto, de atuar. [Dessa forma,] as ideias não passam necessariamente pela mudança política, mas sim pelas mudanças que os governos têm de implementar em função da pressão da sociedade” (Castells, 2011).</p>
<p>Portanto, classificar o episódio do Egito como uma ‘Revolução Facebook’ é errôneo do ponto de vista que resume todos os acontecimentos como tão somente consequências do uso da Internet e de suas mídias sociais. Mas, o mesmo não acontece se consideramos o ponto de vista que coloca esse fato como um marco na inclusão deste tipo de ferramenta nos processos revolucionários. Não cabe desmerecer as formas usuais de protestos que deram início à revoluções históricas como a Revolução Russa de 1917 e a da Praça Tian’anmen em Pequim em 1989, nem esperar que<em> posts, status </em>ou<em> tweets</em>consigam mudar o mundo.</p>
<p>Sendo assim, torna-se mais comedido considerar a Internet como mais uma ferramenta capaz de contribuir com o trabalho das instituições civis e dos demais atores sociais, sem necessariamente substituí-los, em determinados processos de transformação política.  Por conseguinte o que se deve esperar são episódios em que essa ferramenta possua uma performance que extrapole os limites virtuais da própria rede intercalados por episódios em que essa transposição não se faça verdade, como aconteceu no Irã em 2009.</p>
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		<title>A empresa deve ou não interferir na conversa dos usuários?</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Feb 2011 10:30:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernanda Fabian</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos exclusivos]]></category>
		<category><![CDATA[Estratégia]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>

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		<description><![CDATA[Como diria Juliano Spyer (Tudo o que você precisa saber sobre Twitter você já aprendeu em uma mesa de bar): “A melhor metáfora para representar o Twitter fora da internet é uma mesa de bar e neste momento você está preocupado com o que vai dizer mesmo estando sentado sozinho”. Pois bem, este e tantos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como diria Juliano Spyer (Tudo o que você precisa saber sobre Twitter você já aprendeu em uma mesa de bar): “A melhor metáfora para representar o Twitter fora da internet é uma mesa de bar e neste momento você está preocupado com o que vai dizer mesmo estando sentado sozinho”<span id="more-6006"></span>. Pois bem, este e tantos outros autores afirmam que uma marca não pode, ou deve ter muito cuidado, ao sentar-se à mesa e interferir na conversa das pessoas sem ter sido convidada. No caso em começar a falar com os usuários sem ter sido citado ou convidado.</p>
<p>Esta é uma questão bem interessante e dividida. Quando você faz o monitoramento de uma empresa encontra coisas boas e más. Muitas vezes as pessoas nem sabem que ela está no Twitter e apenas querem expressar suas opiniões. Neste caso a marca deve interferir e dizer: “Oi, estamos aqui e queremos te ajudar”?</p>
<p>Outra questão é sugerir seus produtos para pessoas que precisam dele. A famosa pró-atividade. Um exemplo foi o tweet da Rosana Hermann (@rosana):</p>
<p><img src="http:\\www.midiassociais.net\ads\tweet_rosana.jpg" alt="" width="485" height="200" /><br />
<a href="http://twitter.com/#!/rosana/status/36140602928136192" target="_blank">http://twitter.com/#!/rosana/status/36140602928136192</a></p>
<p>O link direcionava para o search do Twitter mostrando muitos resultados para a busca “queimei meu dedo”. As pessoas ficariam irritadas se a fabricante interferisse no seu comentário e fizesse a sugestão de uso da mesma? Ela estaria entrando no bar e iria ver que a Fernanda queimou o dedo e daria uma amostra grátis do produto?</p>
<p>Entre as marcas que monitoro, pratico o início do diálogo quando a mesma é citada e nota-se que a pessoa desconhece o seu @, os resultados são aleatórios. Eventualmente surgem pós-comentários como “não se pode falar mais nada porque as empresas estão nos vigiando”, mas na maioria a expressão é de encanto e alegria como “nossa, vocês estão me seguindo”, “obrigado pela mention”.</p>
<p>Como usuária, acho ótimo quando uma marca tenta iniciar seu relacionamento propondo uma ‘solução’ para algum problema que eu tenha dito que tenho. Ou quando responde algum comentário meu que não tem nada a ver com ela (um simples bom dia, por exemplo). E quando opino sobre algum produto, e falo o nome dele, espero sim que a marca fale comigo. Isso, na minha opinião, é diálogo, é a humanização da marca que tanto falamos. É o não ser um robô com respostas prontas e mostrar que está totalmente ligada no universo que está presente.</p>
<p>E você o que acha? Acha um incomodo quando passa por situações assim?</p>
<p><a href="http://www.fernandafabian.com.br/" target="_blank">Fernanda Fabian</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O uso das redes sociais como método alternativo de ensino para jovens</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Oct 2010 12:20:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Lisboa e Eloy Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos exclusivos]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é novidade que a geração Y utiliza-se das mídias digitais para se comunicar e também para estabelecer relações interpessoais. E por que não se aproveitar dessa característica dos jovens para fins pedagógicos? Quando as novas mídias adentram no ambiente formal de ensino, algumas mudanças são notórias. A primeira delas é justamente o fato de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é novidade que a <a href="http://portaldomarketing.com.br/Artigos/Geracao_X_Geracao_Y_Geracao_Z.htm" target="_blank">geração Y</a> utiliza-se das mídias digitais para se comunicar e também para estabelecer relações interpessoais. E por que não se aproveitar dessa característica dos jovens para fins pedagógicos? Quando as novas mídias<span id="more-4703"></span> adentram no ambiente formal de ensino, algumas mudanças são notórias. A primeira delas é justamente o fato de que o relacionamento entre professor e aluno dentro da sala de aula muda, pois, ambos podem compartilhar das mesmas informações de forma igualitária, fazendo com que, tanto o discente quanto o docente fazer uso do conteúdo da rede para adquirir mais conhecimento, ou seja, a comunicação <a href="http://www.midiassociais.net/wp-content/uploads/2010/10/edujovem.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4706" title="edujovem" src="http://www.midiassociais.net/wp-content/uploads/2010/10/edujovem.jpg" alt="" width="150" height="200" /></a>horizontal e inteligência coletiva são parceiras no processo educacional. Com o advento da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_2.0" target="_blank">web 2.0</a><em> </em>(também conhecida como <em>computação social</em>) ficou muito mais fácil compartilhar diversos tipos de conteúdo digital e assim a relação com o saber vem sendo reformulada.</p>
<p><strong>Temos que aprender a dominar a máquina e o ciberespaço. Ensinar e aprender são fundamentais para que possamos usufruir da tecnologia</strong></p>
<p>Mas, antes de adentrar mais no assunto, é importante ressaltar que toda rede social, é uma mídia social que, é uma mídia digital, ou seja, se as redes sociais são plataformas de relações interpessoais mediadas pelo computador, sobretudo em busca da informação, passa a ser uma mídia social tendo em vista que este termo designa aplicações típicas da web 2.0 que permitem a criação e a troca de conteúdo, e, as mídias digitais contém os outros pois, qualquer meio de comunicação que faz uso da tecnologia digital é uma mídia digital. Vale lembrar os conceitos de redes sociais online, mídias sociais e mídias digitais são distintos e, acima de tudo, ainda estão se formando, ou seja, não estão consolidados.</p>
<p>Cada plataforma de rede social na Internet possui suas características, mas, em geral, todas podem exercer a função de &#8216;filtros&#8217; de conteúdo em meio a esse &#8216;dilúvio&#8217; de informações em que todos nós estamos inseridos. Além disso são ferramentas poderosas na difusão da inteligência coletiva, principalmente devido à necessidade de relacionamento das pessoas que, em geral, se dá através do compartilhamento de informações. <a href="http://twitter.com/andrelemos" target="_blank">André Lemos</a> e <a href="http://twitter.com/plevy" target="_blank">Pierre Lévy</a> ainda ressaltam que os brasileiros são ativos produtores de informação e participantes das redes sociais, por isso, algumas plataformas podem ser destacadas devido a seus potenciais pedagógicos.</p>
<p><strong>O Orkut como ferramenta pedagógica </strong></p>
<p>O maior mérito do <a href="http://orkut.com.br" target="_blank">Orkut</a> é justamente o fato de ser a que mais agrega brasileiros, sobretudo os mais jovens. De acordo com a pesquisadora carioca Vanessa Bohn, o educador deve aproveitar essa característica de sociabilidade dos jovens brasileiros e criar comunidades específicas com fóruns sobre temas específicos sempre mediados pelo professor, que, na verdade passa a ser um provocador da construção do conteúdo fora da sala. É importante ressaltar que, inclusive os aplicativos sociais, principalmente os jogos sociais que, apesar de pedirem um domínio maior das ferramentas de programação por parte do professor, permitem que o aprendizado seja estimulado de forma descontraída e interativa.</p>
<p><strong>Ning: um <em>comunnity building</em> a favor da educação </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Apesar de pouco conhecido no Brasil, o <a href="http://www.ning.com/" target="_blank">Ning</a>, conhecido por ser um <em>community builder</em>, ou seja, uma ferramenta que possibilita a construção de uma rede social própria e que permite uma grande personalização de ferramentas como fóruns, blogs, chats, vídeos, imagens, áudio, dentre outros. Vanessa Bohn também reitera que o Ning permite que o professor crie sua própria rede social para agregar especificamente quem tem interesse em aprender sua disciplina, ou seja, seus alunos, por isso mesmo atrai muitos educadores e professores e já pode ser comparado até mesmo a um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Alguns pesquisadores apontam essa plataforma como uma alternativa ao tradicional quadro-negro, mas ressaltam que ele requer muito tempo e envolvimento do educador para que o projeto dê certo.</p>
<p><strong>Twitter: Informação e Educação andam juntos </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Também <a href="http://eloyvieira.blogspot.com/2010/05/twitter-uma-rede-social-ou-um-news.html" target="_blank">cotada como um <em>news media</em></a><em> </em>(em tradução livre: <em>meio de notícias</em>)<em> </em>por alguns pesquisadores, o <a href="http://twitter.com">Twitter</a> permite a disseminação da informação de forma rápida e eficiente. Além disso, essa rede social cognitiva baseada na troca de informações permite uma espécie de ‘armazenamento’ do conhecimento. O uso de <em>hashtags</em>, ou seja, ao se colocar o símbolo “#” diante de uma ou mais palavras aglutinadas, permite que o conhecimento seja “etiquetado”, fazendo com que os usuários possam seguir informações específicas sobre um assunto e/ou evento. Essa característica torna o Twitter um tipo de indexador de conteúdo, pois, as mensagens trocadas entre os usuários podem conter <em>hiperlinks</em> que redirecionem o internauta para um aprofundamento que vai além dos 140 caracteres.</p>
<p><strong>Projeto educacionais aliados à inclusão sócio-digital</strong></p>
<p>O uso das novas tecnologias associadas ao ambiente formal de ensino é uma realidade que pode ser reiterado por centros de estudos específicos sobre a área, como é o caso do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC), que vem demonstrando como o uso das redes sociais no ambiente escolar pode colaborar para o processo do ensino-aprendizagem. “A ampla disseminação entre as novas gerações do uso das novas tecnologias e, mais especificamente, das redes sociais na internet pode ser de grande valia para educação. O trabalho em rede pressupõe colaboração, cooperação, valores que só enriquecem o processo de aprendizado”.</p>
<p>O grande desafio, entretanto, é fazer com que as instituições de ensino compreendam de que forma as redes sociais podem funcionar como métodos auxiliares de ensino. A idéia é estimular nos discentes o uso dessas redes sociais como meio de interação e aprendizagem coletiva, construindo a partir desse ambiente virtual. Podemos destacar basicamente três projetos que são referência quando se fala em educação e novas tecnologias:</p>
<p><a href="http://www.educarede.org.br/educa/index.cfm?id_comunidade=171" target="_blank"><strong>‘Minha Terra’</strong></a></p>
<p>É uma ação do programa <a href="http://www.educarede.org.br/" target="_blank">EducaRede</a>, iniciativa da Fundação Telefônica sob coordenação técnica do CENPEC. Este projeto, criado em 2007, tem como proposta formar equipes de reportagem entre professores e alunos a fim de produzirem registros com linguagens diferenciadas sobre o que acontece na comunidade local. Os temas, determinados para o trabalho das equipes &#8211; &#8220;Cidade e Cultura&#8221;, &#8220;Cidade e Participação Social&#8221;, &#8220;Cidade e Qualidade de vida&#8221;, &#8220;Cidade e Trabalho&#8221; &#8211; têm como objetivo trabalhar a interdisciplinaridade. Em suma, o projeto defende que a tecnologia não pode estar dissociada da educação: ela é parte integrante do processo educativo e não deve ser tratada isoladamente. Além disso, a tecnologia deverá estar presente não como apêndice, mas como realidade que não pode ser ignorada ou desconhecida, da forma mais humana possível.</p>
<p><a href="http://www.tonomundo.org.br/" target="_blank"><strong>‘Tonomundo’</strong></a></p>
<p>O objetivo maior do projeto, no entanto é atender não somente as necessidades da escola, como de toda comunidade em volta dela. Coordenado por um núcleo de pesquisa da Universidade de São Paulo – A Escola do Futuro – o projeto também visa  melhorias para a comunidade local através dos agentes transformadores, membros do projeto, com a participação em comunidades virtuais, por meio das escolas públicas. A formação inicial é presencial e, em um segundo momento, à distância, sendo dirigida a integrantes dos núcleos de tecnologia das secretarias de educação e a professores das escolas onde o programa atua. As escolas contempladas são equipadas com laboratórios de informática compostos por computadores, scanners, impressoras e acesso à internet. Os alunos pesquisam sobre um dos temas e lançam na comunidade virtual as experiências obtidas no próprio portal do ‘Tonomundo’, gerando assim um intercâmbio de conhecimento da realidade de cada local.</p>
<p><a href="http://www.kidlink.org/" target="_blank"><strong>‘Kidlink’</strong></a></p>
<p>Antes de qualquer coisa, o Kidlink é um projeto de inclusão digital e, como tal, sua principal ação é tornar o computador acessível a comunidades que não o possuam em suas casas ou escolas e tem por objetivo principal contribuir para a formação intelectual dos indivíduos, bem como, a construção de um raciocínio em defesa da preservação dos recursos do planeta, foi desenvolvido a fim de auxiliar crianças e jovens a desenvolverem habilidades e competências através de comunidades virtuais distribuídas em mais de 50 países. No Brasil, o projeto Kidlink teve com precursora a professora Marisa Lucena, em 1995, que centrou as pesquisas para seu doutorado e procurou criar características e iniciativas próprias para o modelo gerado no país. Hoje o Kidlink está sob responsabilidade da Equipe KHouse Modelo PUC-Rio, e engloba o projeto KHouse, que apresenta quatro modelos englobando desde crianças e jovens, até adultos e um modelo profissionalizante.</p>
<p><strong>Uma aula fora da sala</strong></p>
<p>O conhecimento está espalhado pelo ciberespaço. <a href="http://twitter.com/search/fato" target="_blank">#fato</a>. Cabe ao professor fundamentar os conceitos necessários para que o aluno possa aprender a “nadar” em meio ao dilúvio de informações. Os professores têm que começar a criar mecanismos de construção conjunta. Eles e os alunos vão criar um conteúdo juntos e interpretá-lo. Reconhecer que várias plataformas podem ajudar a incorporar a novas mídias no processo de ensino-aprendizagem é fundamental. É necessário adequar-se aos novos formatos em que o discente passa a ter um papel mais ativo no processo de troca de conhecimento. As redes sociais online tornam esse processo mais ágil e flexível, mas, acima de tudo, é o educador que deve estudar e escolher qual plataforma pode ser mais útil e melhor utilizada.</p>
<p><object id="__sse5287296" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="485" height="355" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=ousodasredessociaiscomomtodoalternativo-100925194913-phpapp02&amp;stripped_title=o-uso-das-redes-sociais-como-mtodo-alternativo-de-ensino-para-jovens&amp;userName=EloyVieira" /><param name="name" value="__sse5287296" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="__sse5287296" type="application/x-shockwave-flash" width="485" height="355" src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=ousodasredessociaiscomomtodoalternativo-100925194913-phpapp02&amp;stripped_title=o-uso-das-redes-sociais-como-mtodo-alternativo-de-ensino-para-jovens&amp;userName=EloyVieira" name="__sse5287296" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Confira o artigo na íntegra: &#8220;<a href="https://docs.google.com/leaf?id=0Bwk38TxAG_5fY2E4MTVjOWQtOWYzNi00MTI3LTlhMDEtNzdjMGYxN2QzZTNi&amp;sort=name&amp;layout=list&amp;num=50" target="_blank">O uso das redes sociais como método alternativo de ensino para jovens: Análise de Três Projetos envolvendo comunidades virtuais</a>” apresentado no <a href="http://www.educonufs.com.br/IVcoloquio/" target="_blank">IV Colóquio Internacional ‘Educação e Contemporaneidade’</a> que aconteceu na Universidade Federal de Sergipe no último mês de setembro.</p>
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